Chefe da 'Turma' de Vorcaro pediu currículo ao ChatGPT para atuar em contrainformação
Chefe da 'Turma' de Vorcaro pediu currículo ao ChatGPT

A Polícia Federal identificou que o ex-policial Marilson Roseno da Silva, chefe do grupo conhecido como 'A Turma', atuava diretamente em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro, utilizando sistemas da PF para acessar informações sigilosas. Silva, que recebia R$ 400 mil mensais, chegou a pedir ao ChatGPT auxílio para criar um currículo com o objetivo de trabalhar no Banco Master na área de 'contrainformação'. A PF confirmou que ele monitorava investigações desde 2021.

Atuação do ex-policial

De acordo com as investigações, Marilson Roseno da Silva era o responsável por coordenar as ações do grupo que atuava em prol de Vorcaro. Ele utilizava seu acesso a sistemas da Polícia Federal para obter dados sigilosos e repassá-los ao banqueiro, auxiliando em esquemas de fraude. A PF descobriu que Silva monitorava investigações em andamento desde 2021, o que permitia que Vorcaro se antecipasse a possíveis ações judiciais.

Pedido ao ChatGPT

Em uma das mensagens analisadas pela PF, Silva solicitou ao ChatGPT que elaborasse um currículo focado em 'contrainformação', mencionando o Banco Master como destino profissional. A ferramenta de inteligência artificial foi usada para redigir o documento, que destacava habilidades em monitoramento e manipulação de informações. A PF considera esse pedido como mais uma evidência da ligação entre Silva e Vorcaro.

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Remuneração e estrutura

Silva recebia R$ 400 mil mensais para atuar como chefe do grupo, que operava de forma clandestina. A estrutura incluía acesso a sistemas de inteligência e comunicação criptografada. A PF também identificou que outros ex-policiais faziam parte do esquema, todos sob o comando de Silva.

Investigação em andamento

A Polícia Federal continua as investigações para determinar a extensão dos danos causados pelo grupo. Novas prisões podem ocorrer nos próximos dias, à medida que mais provas são analisadas. O caso reforça a preocupação com o uso indevido de sistemas públicos por ex-agentes.

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