O escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master continua gerando reações indignadas entre os leitores. As cartas publicadas nesta edição apontam para uma crise que vai além da política, atingindo a moralidade pública de forma inédita no país.
Um sistema articulado
Luiz A. Bernardi, de São Paulo, traça um paralelo entre a estratégia de crescimento do Banco Master e a teoria do oceano azul, mas às avessas. Ele descreve um esquema meticuloso de cooptação e proteção, que construiu uma rede de relações que beira o pornográfico. O relator do processo no STF, André Mendonça, já alertou que o caso tem 'contornos de máfia' e que há um sistema articulado para criar um vício.
Aves empoleiradas
Izabel Avallone, também de São Paulo, questiona a seletividade na divulgação dos nomes envolvidos na famosa 'farra do uísque'. Ela lamenta que algumas aves continuem convenientemente escondidas no poleiro, enquanto o escândalo não é apenas sobre compra de favores, mas sobre o baixo preço pelo qual alguns se deixam comprar.
Banalização irresponsável
Willian Martins, de Guararema, critica a banalização das garantias da União na gestão pública, que beneficia aliados políticos às custas do cidadão. Ele aponta a falta de politização da sociedade como facilitadora de medidas populistas e irresponsáveis.
Zero regalias
Guilherme M. Stipp, de Curitiba, defende que Daniel Vorcaro não deve ter regalias. Ele critica as delações propostas, que não acrescentam nada de novo, e pede que a PF trabalhe livremente, sem interferências dos 'abafadores da República'.
Poder Judiciário em xeque
Walter Alexandre Bussamara, de São Paulo, critica as sustentações orais eletrônicas assíncronas, comparando-as a uma encenação. Ele também denuncia as más condições físicas de algumas salas de julgamento, onde o ruído de aparelhos de ar-condicionado torna as palavras inaudíveis.
Primeira Turma do STF
Arcangelo Sforcin Filho, de São Paulo, ironiza a condenação de Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma do STF, comparando-a a uma turma de amigos que decidem tudo juntos, sem pressa para o resto.
Sociedade brasileira doente
Marcelo Gomes Jorge Feres, do Rio de Janeiro, faz uma crítica contundente à sociedade brasileira, que considera doente. Ele aponta que homens públicos têm instintos criminosos, o sistema político é feito para o saque impune e os eleitores se seduzem com quinquilharias.
Novos capítulos da corrupção
Luciana Lins, de Campinas, observa que a Lava Jato foi enterrada às pressas, mas a corrupção sobreviveu e ampliou seu quadro de sócios, alcançando direita, esquerda e centro. Ela critica a hipocrisia de quem pede cautela quando os holofotes se voltam para aliados.
Maioridade penal
Omar El Seoud, de São Paulo, critica a aprovação da redução da maioridade penal para 16 anos em crimes graves, classificando-a como uma medida eleitoreira que prefere o castigo à prevenção, enquanto as prisões continuam superlotadas.
Ponte do Esqueleto
Luciano Harary e Zureia Baruch Jr., ambos de São Paulo, comentam a tragédia na Ponte do Esqueleto, em Limeira. Enquanto um vê desvio de foco na sugestão de demolir a ponte, o outro pede ação do governo federal para interditar o local.



