Caiado, Santos e Zema apontam responsáveis por crise política
Caiado, Santos e Zema apontam responsáveis

Os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Romeu Zema (Minas Gerais) apontaram, em entrevistas coletivas nesta quinta-feira, os principais responsáveis pela crise política que assola o país. Cada um dos gestores direcionou críticas a diferentes esferas de poder, mas convergiram na necessidade de diálogo e ações concretas para superar o impasse.

Caiado critica articulação do governo federal

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que a crise tem origem na falta de articulação do governo federal com o Congresso Nacional. “O Palácio do Planalto não consegue dialogar com os partidos, e isso gera uma paralisia que afeta todo o país”, declarou. Caiado também mencionou que a base aliada está fragmentada e que o presidente precisa assumir a liderança política.

Segundo ele, a crise política já impacta investimentos e a confiança do mercado. “Empresários estão inseguros, e isso se reflete na geração de empregos. Precisamos de um governo que negocie e construa pontes”, completou. Caiado defendeu ainda uma reforma ministerial para dar mais força ao Executivo.

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Santos aponta Congresso como entrave

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seguiu linha diferente e responsabilizou o Congresso Nacional pela crise. “O Legislativo tem se fechado em pautas próprias, sem considerar os interesses da população. Há uma desconexão entre o que se debate em Brasília e as necessidades reais dos brasileiros”, disse.

Freitas destacou que a agenda de reformas está travada por disputas partidárias. “A reforma tributária, por exemplo, é essencial para o crescimento, mas está parada há meses. Isso é inaceitável”, afirmou. O governador paulista também cobrou mais transparência nas negociações entre os poderes.

Zema vê falhas em todos os níveis

Já Romeu Zema, governador de Minas Gerais, adotou tom mais conciliador, mas apontou falhas em todas as instâncias. “A crise é sistêmica. O Executivo não dialoga, o Legislativo prioriza interesses menores e o Judiciário muitas vezes extrapola suas funções”, disse.

Zema defendeu um pacto nacional entre os poderes e a sociedade civil. “Precisamos de um acordo que coloque o Brasil acima de interesses pessoais ou partidários. Só assim superaremos essa crise”, completou. Ele também alertou que a instabilidade política pode afetar as eleições de 2026.

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