Em uma análise contundente publicada no Valor Econômico, o colunista argumenta que o Brasil tem uma característica marcante: só aprende pela dor. Ou seja, o país só toma decisões difíceis e implementa reformas quando enfrenta crises severas, seja na economia, na política ou na área social.
O ciclo vicioso das crises
O texto destaca que, ao longo da história, o Brasil passou por diversos momentos de turbulência que poderiam ter sido evitados se houvesse uma postura proativa. Exemplos como a hiperinflação dos anos 1980 e 1990, que só foi controlada com o Plano Real, e a crise fiscal recente, que exigiu a aprovação do teto de gastos, ilustram esse padrão.
Reformas adiadas
O colunista ressalta que reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, são frequentemente adiadas até que a situação se torne insustentável. Isso gera um custo alto para a sociedade, com perda de oportunidades de crescimento e bem-estar.
- Reforma tributária: discutida há décadas, mas só avança em momentos de aperto fiscal.
- Reforma administrativa: essencial para a eficiência do Estado, mas enfrenta resistência até que a máquina pública colapse.
A necessidade de mudança de mentalidade
Para romper esse ciclo, o colunista defende uma mudança cultural e política. É preciso que líderes e a sociedade civil ajam de forma preventiva, antecipando problemas e buscando soluções antes que se transformem em crises. A educação e a transparência são apontadas como ferramentas fundamentais para isso.
Em conclusão, o artigo serve como um alerta: o Brasil não pode continuar dependendo da dor para aprender. O custo desse aprendizado é alto demais para ser ignorado.



