Auditoria pública: IA e revisão humana reduzem riscos
Auditoria pública: IA e revisão humana reduzem riscos

A auditoria pública está passando por uma transformação silenciosa: sistemas de inteligência artificial (IA) passaram a ser usados na fiscalização de contratos públicos, mas a palavra final continua com os auditores. Segundo o especialista Douglas Leonardo Nunes Santana, reconhecido por atuar em um sistema premiado, a IA deve organizar e priorizar dados, nunca substituir a validação humana. Essa combinação, afirma, é a chave para reduzir riscos e aumentar a eficiência do controle público.

O papel da IA na auditoria: organização, não decisão

Douglas Santana explica que a IA pode processar grandes volumes de informações em segundos, identificando padrões e anomalias que passariam despercebidos em uma análise manual. No entanto, ele ressalta: “A inteligência artificial é uma ferramenta poderosa, mas não tem o julgamento crítico necessário para decidir sobre a legalidade ou a regularidade de um ato administrativo. Essa responsabilidade é intrinsecamente humana.”

Na prática, os sistemas de IA atuam como um filtro inicial: eles organizam os dados, priorizam os casos mais relevantes e sinalizam possíveis irregularidades. Em seguida, os auditores humanos analisam os alertas, contextualizam as informações e tomam as decisões finais. Esse fluxo reduz o tempo de análise e aumenta a precisão das fiscalizações.

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Redução de riscos: a sinergia entre máquina e humano

A integração entre IA e revisão humana não apenas agiliza o trabalho, mas também diminui os riscos de erros e fraudes. Segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), a adoção de ferramentas de IA em auditorias resultou em uma redução de até 30% no tempo de análise de contratos, além de um aumento de 25% na detecção de irregularidades em comparação com métodos tradicionais.

Douglas Santana, que integrou o time responsável por um sistema premiado de auditoria, destaca que a tecnologia não elimina a necessidade de especialistas. “A IA nos dá a visão panorâmica, mas é o auditor que conhece as nuances da legislação e do contexto institucional. Juntos, formamos um time imbatível contra o desperdício e a corrupção”, afirma.

Como funciona na prática?

O processo típico de auditoria com IA envolve três etapas. Primeiro, a coleta e organização dos dados, feita por algoritmos que leem contratos, notas fiscais e relatórios. Em segundo lugar, a priorização: a IA classifica os documentos por nível de risco, destacando aqueles que merecem atenção imediata. Por fim, a revisão humana: auditores analisam os casos selecionados, verificam a veracidade das informações e emitem pareceres técnicos.

Essa metodologia já é aplicada em diversos órgãos públicos no Brasil, incluindo tribunais de contas estaduais e municipais. O resultado é uma fiscalização mais robusta, que consegue cobrir um número maior de contratos sem perder a qualidade da análise.

Desafios e futuro da auditoria com IA

Apesar dos benefícios, a implementação da IA na auditoria pública enfrenta desafios, como a necessidade de treinamento dos servidores e a garantia de transparência dos algoritmos. Douglas Santana ressalta que “a tecnologia deve ser usada com ética e responsabilidade, sempre com supervisão humana. Não podemos delegar decisões complexas a uma máquina, mas podemos usá-la para potencializar nosso trabalho”.

O especialista acredita que o futuro da auditoria pública será cada vez mais colaborativo entre humanos e máquinas. “A IA veio para ficar, mas o julgamento humano é insubstituível. Essa parceria é o caminho para uma gestão pública mais eficiente e transparente”, conclui.

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