O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) descartou definitivamente uma candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. Em entrevista ao Estadão, o presidente do PSDB afirmou que a legenda tende a permanecer neutra no confronto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro, representado por Flávio Bolsonaro (PL). Aécio classificou a polarização atual como 'fratricida' e prejudicial ao país.
Neutralidade como estratégia partidária
Segundo Aécio, a decisão de não apoiar nenhum dos dois principais candidatos reflete a necessidade de o PSDB se reconstruir como uma alternativa de centro. 'O partido precisa se reestruturar para 2030, oferecendo um projeto político que fuja da radicalização que domina o cenário nacional', declarou. Ele criticou a disputa 'fratricida' entre Lula e Flávio, que, em sua avaliação, aprofunda a divisão no país.
Foco na reestruturação do PSDB
O tucano afirmou que seu principal objetivo agora é reorganizar o partido, que enfrenta desafios eleitorais e de identidade. 'Precisamos de um projeto centrado, que dialogue com a sociedade e fortaleça o PSDB como uma força política relevante no futuro', disse. Aécio não confirmou se concorrerá ao Senado por Minas Gerais, deixando a decisão para os próximos meses.
Críticas à polarização
Aécio Neves, que foi candidato à Presidência em 2014 e governador de Minas Gerais, reiterou que a polarização entre PT e PL impede avanços. 'O país não aguenta mais esse embate que só gera paralisia. Precisamos de uma terceira via consistente', argumentou. Ele evitou comentar sobre possíveis alianças, mas sinalizou que o PSDB não deve se coligar com nenhum dos dois campos na disputa presidencial.



