O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sugerir que a Síria assuma o combate ao Hezbollah no Líbano, durante a cúpula do G7 realizada na França. Trump criticou a atuação de Israel no país vizinho e afirmou que os sírios poderiam realizar a tarefa de forma mais eficaz.
Declarações de Trump no G7
Em entrevista coletiva, Trump declarou: "Acho que os sírios farão isso melhor". O presidente americano disse ter proposto a Damasco que lidere a ofensiva contra o grupo libanês, que é apoiado pelo Irã. A declaração ocorre em meio a tensões regionais e negociações entre EUA e Irã.
Resposta da Síria
O presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, negou recentemente qualquer plano de intervenção no Líbano. Em encontro com Trump na Casa Branca, Al-Sharaa afirmou que a prioridade síria é a reconstrução do país e o afastamento do eixo iraniano, sinalizando uma mudança na política externa de Damasco.
Contexto regional
A proposta de Trump surge em um momento de redefinição de alianças no Oriente Médio. Enquanto Israel mantém operações contra o Hezbollah no sul do Líbano, os EUA buscam envolver a Síria como contrapeso ao grupo, que é considerado terrorista por Washington. Analistas veem a sugestão como uma tentativa de reduzir o protagonismo israelense na região.
O Hezbollah, por sua vez, continua a ser uma força política e militar influente no Líbano, com forte apoio do Irã. A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos, especialmente diante das recentes negociações nucleares entre EUA e Irã.



