O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria chamado o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de 'louco pra c***' durante telefonemas recentes, segundo informações do jornal The New York Times. A declaração ocorreu em meio a uma forte pressão de Washington para que Israel aceitasse um cessar-fogo com o grupo libanês Hezbollah, que tem intensificado os combates na fronteira com o Líbano.
Pressão por cessar-fogo
De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, Trump elevou o tom em conversas com Netanyahu, criticando a resposta militar israelense aos ataques do Hezbollah como desproporcional. O presidente americano teria alertado que a escalada dos conflitos no Líbano poderia prejudicar as negociações em andamento entre os EUA e o Irã, além de aumentar os riscos de uma guerra regional mais ampla. Trump defendeu que um cessar-fogo imediato era necessário para evitar mais mortes e instabilidade.
Reação de Israel
O gabinete do primeiro-ministro israelense confirmou que as conversas foram tensas, mas negou que Netanyahu tenha sido alvo de ataques pessoais. Em comunicado oficial, o governo israelense afirmou que 'as discussões com o presidente Trump são sempre francas e diretas, focadas nos interesses de segurança de Israel'. Apesar da negação, a tensão entre os dois líderes é vista como um reflexo das divergências sobre a melhor estratégia para lidar com o Hezbollah e o Irã.
Contexto dos combates
O Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã, tem trocado tiros com as forças israelenses na fronteira desde outubro de 2023, em solidariedade ao Hamas na Faixa de Gaza. Nos últimos dias, os confrontos se intensificaram, com Israel realizando ataques aéreos no sul do Líbano e o Hezbollah lançando foguetes contra o norte de Israel. A situação gerou preocupação internacional, com os EUA buscando mediar um cessar-fogo para evitar uma nova guerra no Oriente Médio.
Pressão americana
Trump, que já havia demonstrado apoio a Netanyahu em seu primeiro mandato, agora adota uma postura mais crítica, especialmente após a retomada dos conflitos. A Casa Branca teria deixado claro que não apoiará uma escalada militar israelense que possa comprometer os acordos com o Irã. As negociações entre Washington e Teerã, que visam limitar o programa nuclear iraniano, são consideradas prioritárias pela administração Trump.
Enquanto isso, Netanyahu enfrenta pressão interna em Israel, com setores da direita defendendo uma resposta mais dura contra o Hezbollah. A decisão sobre o cessar-fogo, no entanto, pode depender do equilíbrio entre as demandas americanas e a segurança nacional israelense.



