O presidente libanês, Joseph Aoun, fez um raro apelo público ao governo e ao povo israelense em entrevista à CNN transmitida nesta segunda-feira. Na ocasião, ele afirmou que uma solução militar 'nunca proporcionará segurança e proteção' para a população do norte de Israel.
'Estamos prontos, estamos dispostos, estamos comprometidos. E vocês? Se estiverem, vamos sentar e conversar', disse Aoun, em um tom direto e conciliador.
Contexto de tensões e cessar-fogo
A declaração ocorre em meio a um cenário de tensões regionais. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, já havia afirmado nesta segunda-feira (8) que Israel atacou o Líbano quase 3.500 vezes durante o cessar-fogo. Salam destacou que as ofensivas aéreas e demolições israelenses devastaram vilarejos no sul do país e agravaram a crise de deslocados após a trégua de abril.
Paralelamente, o Irã encerrou operações contra Israel e fez um alerta em caso de ofensiva contra o Líbano, sinalizando a complexidade do cenário geopolítico.
Posição dos Estados Unidos
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que tanto Israel quanto o Irã estão buscando um cessar-fogo imediato. Trump declarou que não deve se encontrar com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu antes de chegar a um acordo para pôr fim à guerra. Segundo ele, o pacto seria de não agressão e não um acordo de paz completo.
O apelo de Aoun representa uma rara iniciativa diplomática em um contexto de hostilidades recorrentes, reforçando a necessidade de diálogo para uma solução duradoura.



