Premiê libanês critica Irã por tratar Líbano como 'moeda de troca' em negociações
Premiê libanês critica Irã por tratar Líbano como moeda de troca

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, fez um apelo direto ao Irã nesta sexta-feira para que deixe de tratar o Líbano como uma 'moeda de troca' nas negociações com os Estados Unidos sobre o conflito no Oriente Médio. Em uma coletiva de imprensa sobre um apelo da ONU por ajuda ao Líbano, Salam declarou: 'Se me permitem dirigir algumas palavras ao Irã, é o seguinte: tenham misericórdia do nosso sul, parem de tratá-lo e ao seu povo como mera moeda de troca para melhorar os termos das suas negociações'.

Ataques israelenses em Tiro

Sete pessoas morreram em ataques aéreos israelenses contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano, durante a noite de quinta-feira, apesar do anúncio de uma trégua no conflito. Segundo uma fonte da Defesa Civil libanesa, um dos ataques ocorreu nas proximidades do Hospital Jabal Amel, deixando quatro mortos e sete feridos. Uma agência bancária foi destruída e o hospital sofreu danos. Outro bombardeio matou três pessoas e feriu cinco, incluindo duas crianças, em um bairro residencial.

O Exército israelense anunciou ataques contra o Hezbollah em três locais ao norte do rio Litani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira, e ordenou a evacuação da população local.

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Cessar-fogo rejeitado

Na quarta-feira, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que Israel e Líbano haviam concordado com um cessar-fogo. No entanto, na quinta-feira, ataques israelenses mataram pelo menos quatro pessoas em território libanês. O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou o acordo, afirmando: 'Enquanto aldeias libanesas forem bombardeadas e pessoas forem mortas, o norte de Israel não estará seguro. As negociações com Israel são vergonhosas. Só nos importamos com um cessar-fogo completo e a retirada de Israel do sul. Enquanto Israel estiver no Líbano, a resistência continuará'.

Posição do Parlamento libanês

O presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, disse nesta sexta-feira que concordaria com a retirada do grupo do sul do país se as tropas israelenses deixassem simultaneamente o território que ocupam. Em declarações escritas, Berri criticou o acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, considerando-o injusto e afirmando que deveria ter incluído um 'cessar-fogo incondicional por terra, mar e ar'.

Números do conflito

Os ataques israelenses no Líbano mataram 3.526 pessoas desde o início do conflito, em 2 de março, e deslocaram mais de um milhão de moradores, segundo as autoridades. Do lado israelense, 27 soldados e um prestador de serviços civil morreram no Líbano.

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