Petróleo sobe com nova escalada de tensões no Oriente Médio
Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo registraram alta expressiva nesta segunda-feira, impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 3%, enquanto o WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou em ritmo semelhante.

Cenário de instabilidade

A região, responsável por cerca de um terço da produção global de petróleo, vive novos confrontos entre forças locais e grupos armados. Analistas apontam que o temor de uma interrupção no fornecimento é o principal motor da alta. "Qualquer perturbação no Oriente Médio tem impacto imediato nos mercados", afirmou um especialista consultado pela reportagem.

Reação dos mercados

Além do petróleo, outros ativos considerados de risco também sentiram o impacto. As bolsas asiáticas fecharam em queda, enquanto o ouro, visto como porto seguro, avançou. O mercado de câmbio registrou volatilidade, com moedas de países exportadores de petróleo se valorizando.

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  • Brent: alta de 3,2%, cotado a US$ 85,40 o barril.
  • WTI: avanço de 3,1%, para US$ 81,20 o barril.
  • Ouro: subiu 1,5%, para US$ 1.950 a onça.

Investidores monitoram de perto os desdobramentos diplomáticos. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ainda não se manifestou oficialmente, mas fontes indicam que o grupo pode discutir medidas para estabilizar o mercado em uma reunião extraordinária.

Impacto no Brasil

A alta do petróleo também reflete no Brasil, maior produtor da América Latina. A Petrobras, que segue a paridade internacional, pode anunciar reajustes nos combustíveis. Especialistas estimam que, se o barril continuar subindo, o preço da gasolina e do diesel pode aumentar nas próximas semanas.

O cenário acende alerta para a inflação, já que os combustíveis têm peso significativo no índice de preços. O governo federal avalia medidas para mitigar o impacto, como a redução de tributos federais sobre os combustíveis.

Perspectivas

Analistas divergem sobre a trajetória dos preços. Enquanto alguns acreditam que a alta é temporária, outros preveem que o petróleo pode atingir US$ 90 o barril caso o conflito se intensifique. "O mercado está precificando um prêmio de risco significativo", destacou um relatório do banco Goldman Sachs.

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