Netanyahu diz a Trump que Israel atacará Beirute se Hezbollah mantiver ofensiva
Netanyahu: Israel atacará Beirute se Hezbollah continuar

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comunicou ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que seu país está preparado para atacar Beirute, capital do Líbano, caso o grupo Hezbollah mantenha sua ofensiva contra o território israelense. A informação foi divulgada por fontes próximas ao gabinete de Netanyahu neste domingo (1º de junho de 2026).

Contexto da ameaça

Segundo as fontes, Netanyahu fez a declaração durante uma conversa telefônica com Trump, na qual discutiu a escalada de violência na fronteira norte de Israel. O Hezbollah, grupo xiita libanês apoiado pelo Irã, tem intensificado ataques com foguetes e drones contra cidades israelenses nas últimas semanas, em meio ao conflito em Gaza.

Netanyahu teria dito a Trump que Israel não tolerará mais os bombardeios e que, se o Hezbollah não recuar, as Forças de Defesa de Israel (FDI) lançarão uma operação de grande escala contra alvos em Beirute. A capital libanesa é considerada um reduto do grupo.

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Reação de Trump

Donald Trump, que busca um novo mandato presidencial nas eleições de novembro, teria manifestado apoio à posição de Israel, mas aconselhado cautela para evitar uma guerra regional. Segundo assessores, Trump enfatizou a necessidade de coordenação com os Estados Unidos antes de qualquer ação militar de grande porte.

A Casa Branca, atualmente sob a administração do presidente Joe Biden, não comentou oficialmente a conversa entre Netanyahu e Trump. No entanto, fontes do governo americano indicam que os EUA monitoram a situação com preocupação e buscam mediar um cessar-fogo.

Histórico de conflitos

Israel e Hezbollah já travaram uma guerra em 2006, que durou 34 dias e resultou em mais de 1.100 mortos no Líbano e 160 em Israel. Desde então, a fronteira tem sido palco de incidentes esporádicos, mas a escalada atual é a mais grave desde aquele conflito.

Analistas apontam que um ataque israelense a Beirute poderia desencadear uma resposta maciça do Hezbollah, que possui um arsenal estimado em mais de 150 mil foguetes, muitos deles de longo alcance e precisão. Além disso, o Irã, principal aliado do grupo, poderia se envolver diretamente, ampliando o conflito para toda a região.

Pressão internacional

A comunidade internacional tem pedido moderação a ambas as partes. A ONU, por meio do Conselho de Segurança, convocou uma reunião de emergência para discutir a crise. O secretário-geral, António Guterres, alertou que um ataque a Beirute teria consequências catastróficas para a população civil e para a estabilidade do Líbano, que já enfrenta uma grave crise econômica e política.

O governo libanês, por sua vez, afirmou que não tem controle sobre as ações do Hezbollah e que qualquer ataque israelense ao país será considerado uma agressão a todo o Líbano. O primeiro-ministro interino, Najib Mikati, convocou uma reunião de emergência com líderes políticos e militares para avaliar a situação.

Próximos passos

Netanyahu deve se reunir com o gabinete de segurança israelense ainda hoje para discutir as opções militares. Enquanto isso, as FDI continuam a realizar ataques aéreos contra posições do Hezbollah no sul do Líbano e na região do Vale do Bekaa.

A população de Beirute vive momentos de tensão, com muitos moradores estocando alimentos e se preparando para possíveis evacuações. Escolas e comércios fecharam as portas mais cedo, e o aeroporto internacional de Beirute mantém operações normais, mas com reforço na segurança.

A situação permanece volátil, e o mundo acompanha com apreensão os desdobramentos dessa nova crise no Oriente Médio.

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