O Irã está em negociações com os Estados Unidos para liberar mais de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 513 bilhões) em ativos congelados no exterior, com um objetivo inicial de destravar ao menos US$ 24 bilhões (R$ 123 bilhões). As estimativas variam, mas autoridades iranianas afirmam que o valor total ultrapassa essa marca, representando uma quantia significativa para aliviar a crise econômica do país.
Ativos retidos em diversos países
Os recursos foram congelados principalmente após o endurecimento das sanções americanas em 2018, quando os EUA se retiraram do acordo nuclear com o Irã. Os ativos estão espalhados por várias nações, incluindo China, Iraque, Coreia do Sul, Índia e Catar. Antes das restrições, o Irã era um fornecedor-chave para grandes importadores asiáticos, como China, Coreia do Sul e Japão.
Impacto econômico esperado
A liberação desses fundos é considerada essencial para fortalecer a economia iraniana, que sofre com inflação alta e desvalorização da moeda. O governo iraniano espera que o acesso a esses recursos ajude a estabilizar o mercado cambial e financiar importações de bens essenciais.
As negociações ocorrem em um contexto de tensões reduzidas entre Teerã e Washington, com ambos os lados sinalizando disposição para um acordo. No entanto, ainda há obstáculos, como a exigência iraniana de garantias de que os fundos não serão novamente congelados.



