Irã fecha Estreito de Ormuz após disparo e eleva tensão com EUA
Irã fecha Estreito de Ormuz após disparo e eleva tensão

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz após disparar contra um navio cargueiro que, segundo Teerã, utilizava uma 'rota não autorizada'. A ação eleva a tensão com os Estados Unidos e ameaça o frágil acordo provisório entre as nações.

Detalhes do incidente

O navio, que não teve sua bandeira ou proprietário divulgados, foi alvo de disparos das forças navais iranianas na manhã de sábado. O governo iraniano afirmou que a embarcação ignorou avisos e tentou atravessar a hidrovia estratégica sem permissão. 'Qualquer violação será tratada com firmeza', declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani.

Reação dos EUA

Washington condenou o ataque e acusou Teerã de violar o acordo provisório assinado em 2025, que garantia a livre navegação no estreito. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que 'não tolerará ameaças à segurança marítima' e que está preparado para responder com 'força esmagadora, incluindo mísseis de precisão'. Segundo fontes do Pentágono, um porta-aviões foi deslocado para o Golfo Pérsico.

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Impacto na região

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo global. O fechamento, mesmo que temporário, pode disparar os preços do barril e afetar economias dependentes do insumo. A agência de inteligência marítima Dryad Global classificou o risco como 'crítico' e recomendou que navios evitem a área.

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, ocorrida em um ataque atribuído a Israel. 'Não descansaremos até que a justiça seja feita', disse em discurso televisionado. Especialistas temem que a retórica belicosa leve a um conflito aberto.

Crise humanitária

Além da tensão militar, a região já sofre com novos ataques e mortes. Pelo menos 12 civis morreram em bombardeios no Iêmen, atribuídos a forças apoiadas pelo Irã. Organizações humanitárias alertam para o agravamento da crise, com milhares de deslocados e escassez de alimentos.

O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir em caráter de emergência para discutir a situação. O secretário-geral, António Guterres, pediu moderação e 'solução diplomática imediata'.

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