O governo dos Estados Unidos obteve informações de inteligência nos últimos dias indicando que o Irã elaborou um novo plano para tentar assassinar o ex-presidente Donald Trump, de acordo com reportagem publicada pelo jornal The New York Times.
Detalhes do plano iraniano
Fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que o plano envolveria agentes iranianos e possivelmente membros de grupos aliados, com o objetivo de atentar contra a vida de Trump. As autoridades americanas estão monitorando a situação de perto e aumentaram a segurança do ex-presidente.
O plano teria sido concebido em retaliação ao ataque dos EUA que matou o general iraniano Qassem Soleimani em 2020, durante o governo Trump. O Irã já havia prometido vingança pela morte do comandante da Força Quds.
Reação das autoridades
O Conselho de Segurança Nacional dos EUA afirmou que está levando a ameaça a sério. "Estamos monitorando ativamente as ameaças iranianas contra ex-funcionários do governo Trump e tomando as medidas necessárias para garantir sua segurança", disse um porta-voz.
A campanha de Trump também foi informada sobre o suposto plano. Em comunicado, a equipe do ex-presidente agradeceu às agências de inteligência pela vigilância e afirmou que Trump continua firme em sua candidatura à presidência.
"O presidente Trump está ciente da ameaça e permanece comprometido em servir o povo americano", diz a nota.
Contexto histórico
Esta não é a primeira vez que o Irã é acusado de planejar atentados contra autoridades americanas. Em 2022, a administração Biden já havia alertado sobre conspirações iranianas para matar ex-integrantes do governo Trump, incluindo o ex-secretário de Estado Mike Pompeo e o ex-conselheiro de segurança nacional John Bolton.
As relações entre Irã e EUA permanecem tensas, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano. O governo Biden tem tentado retomar as negociações do acordo nuclear, mas sem sucesso até o momento.
Segundo analistas, a revelação do novo plano pode complicar ainda mais as relações bilaterais e influenciar a política externa americana caso Trump seja eleito novamente.



