Um novo detalhe sobre a suspensão da punição ao atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, aumentou a pressão sobre a Fifa após um pedido do ex-presidente Donald Trump. O presidente da comissão disciplinar da entidade julgou o caso sozinho, em um procedimento incomum, e Balogun foi o único jogador expulso na Copa do Mundo 2026 a não cumprir suspensão imediata.
Decisão solitária e procedimento atípico
De acordo com fontes ouvidas pela agência Associated Press, o presidente da comissão disciplinar da Fifa tomou a decisão de liberar Balogun para jogar sem que houvesse um colegiado. O procedimento padrão exige que pelo menos três membros da comissão analisem o caso, mas, neste episódio, apenas uma pessoa decidiu. A medida gerou questionamentos sobre a transparência e a legalidade do processo.
Pressão externa e contexto político
O caso ganhou contornos políticos depois que o então presidente Donald Trump, em junho de 2026, fez um apelo público à Fifa para que Balogun não fosse suspenso. Trump argumentou que o atacante era fundamental para a seleção americana e que a punição poderia prejudicar o desempenho do país-sede da próxima Copa. A pressão foi vista como incomum, já que líderes políticos raramente intervêm em decisões disciplinares esportivas.
Balogun foi expulso durante a partida contra o México, na fase de grupos, após uma entrada violenta. A princípio, a Fifa anunciou que ele cumpriria suspensão automática de um jogo, mas, horas depois, reverteu a decisão, permitindo que ele atuasse contra a Bélgica nas oitavas de final. Na ocasião, a entidade justificou a mudança com base em "novas evidências" apresentadas pela federação americana.
Reações e críticas
A decisão gerou críticas de outras federações e de especialistas em direito esportivo. "Isso cria um precedente perigoso. Se um país pode pressionar politicamente para reverter uma suspensão, a credibilidade do sistema disciplinar fica comprometida", afirmou o advogado esportivo Michael Lenard, em entrevista à BBC. A federação de futebol do México também protestou formalmente, mas a Fifa manteve a decisão.
Impacto na Copa e legado
Balogun atuou os 90 minutos contra a Bélgica, mas os EUA foram eliminados nos pênaltis. A polêmica, no entanto, continua a rondar a Fifa, que agora enfrenta pressão para esclarecer os critérios usados no caso. A entidade não comentou oficialmente o novo detalhe sobre a decisão solitária do presidente da comissão disciplinar.



