A troca de ameaças entre Irã e Estados Unidos ganhou força neste sábado (11), enquanto negociadores buscam preservar o cessar-fogo e a segurança de uma das rotas de petróleo mais importantes do mundo, o Estreito de Ormuz.
Vingança prometida pelo novo líder supremo
A televisão estatal iraniana divulgou um comunicado do novo líder supremo, Moshtabá Khamenei, que afirmou que vai vingar a morte do pai, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia de ataques dos Estados Unidos e de Israel. O aiatolá foi sepultado nesta semana em sua cidade natal, Mash-had. No cortejo, uma enorme bandeira com os dizeres "Vamos matar Trump" se destacava. Moshtabá Khamenei escreveu que a vingança é uma demanda da nação iraniana.
Trump ameaça com mísseis
Mais cedo, em uma rede social, o presidente Donald Trump escreveu que mil mísseis estão prontos e carregados para serem lançados contra o Irã, e que outros mil se seguirão se o governo iraniano concretizar a ameaça de assassinar o presidente dos Estados Unidos. Trump afirmou que já deu ordens para dizimar e destruir todas as áreas do Irã.
Negociações em Omã
Também neste sábado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou à capital de Omã, Mascate, para negociar o futuro do Estreito de Ormuz. Ele e o chanceler de Omã discutiram mecanismos para que navios usem a via marítima com segurança, como prevê o artigo cinco do cessar-fogo assinado há três semanas por Estados Unidos e Irã. A Casa Branca pressiona o governo iraniano para manter o estreito totalmente aberto, sem o risco de ataques a navios e sem a cobrança de pedágio.
Importância estratégica do Estreito de Ormuz
Vinte por cento de todo petróleo consumido no mundo passa pelo Estreito de Ormuz, onde a navegação tem sido restringida pelo Irã desde o começo da guerra, no dia 28 de fevereiro. Na terça-feira (7), três cargueiros foram atacados pelo Irã. Em seguida, Trump disse que o cessar-fogo não estava mais valendo e ordenou ataques contra 170 alvos iranianos em dois dias de ofensiva. O Irã respondeu disparando mísseis balísticos contra bases militares dos Estados Unidos no Barein e no Kuwait, sem causar danos graves.
Expectativa por comitiva americana
A expectativa agora é pela chegada de uma comitiva americana a Omã para ampliar as negociações. O grupo incluiria o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e os negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente. Por enquanto, as conversas vão se concentrar na abertura do Estreito de Ormuz, e só mais tarde abordarão o programa nuclear iraniano — outro ponto de discórdia entre Estados Unidos e Irã.



