Irã descarta negociações diretas com EUA em Doha e critica interferência externa
Irã descarta negociações diretas com EUA em Doha

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou nesta segunda-feira (29) que não há negociações diretas previstas com os Estados Unidos e que as conversas em Doha, marcadas para terça-feira (30), tratarão exclusivamente da implementação de cláusulas do memorando de entendimento firmado para encerrar a guerra. Segundo Baghaei, as reuniões ocorrerão com a delegação do Catar, e a execução da cláusula referente à liberação de ativos iranianos congelados já está em andamento.

Reuniões apenas com mediadores do Catar

“Nunca houve um plano para nos reunirmos com os americanos em qualquer nível”, afirmou o porta-voz durante coletiva de imprensa. As declarações foram feitas após o Catar informar que enviados do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, estão em Doha para consultas com mediadores, mas sem reuniões de alto nível entre Washington e Teerã. A falta de consenso sobre a realização de uma reunião evidencia a fragilidade do acordo firmado em 17 de junho.

Remoção de minas no Estreito de Ormuz é responsabilidade exclusiva do Irã

Baghaei também afirmou que a remoção de minas do Estreito de Ormuz é uma responsabilidade exclusiva do Irã, conforme previsto no memorando de entendimento, e rejeitou qualquer participação de terceiros. “A República Islâmica do Irã conhece suas responsabilidades e tem capacidade para cumpri-las. Não há necessidade de intervenção de outros países”, disse. Segundo o porta-voz, qualquer interferência externa “apenas levará a um agravamento da situação”.

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Compromissos dos EUA no Líbano

Sobre o Líbano, Baghaei sustentou que os Estados Unidos assumiram o compromisso de encerrar a guerra em todas as frentes, especialmente no território libanês, e devem garantir também o cumprimento das obrigações por Israel. “A contraparte do Irã nesse memorando de entendimento são os EUA”, afirmou. De acordo com o porta-voz, o texto do memorando será o único parâmetro adotado por Teerã para avaliar se Washington está cumprindo os compromissos assumidos, independentemente de outros entendimentos que venham a ser alcançados fora desse acordo.

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