O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, chegou a Omã neste sábado (11) para discutir medidas que garantam a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz. A viagem ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington e Teerã concordaram em continuar as negociações, apesar da escalada dos confrontos nesta semana. Ao mesmo tempo, Trump declarou que o cessar-fogo entre os dois países acabou.
Pressão por compromisso público
Os Estados Unidos querem que Teerã assuma publicamente o compromisso de manter a rota aberta e livre para a navegação. Uma fonte iraniana disse à Reuters que representantes do Irã, dos Estados Unidos, do Catar e do Paquistão devem participar de uma conversa mediada por Omã, que tenta negociar o fim da guerra. Segundo a CBS News e a BBC, a delegação americana deve ser liderada pelo vice-presidente JD Vance, pelo secretário de Estado Marco Rubio, pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro de Trump.
Escalada militar e ataques
As conversas ocorrem após uma nova escalada militar no Golfo. Três navios-tanque comerciais do Catar e da Arábia Saudita foram atacados nesta semana. Em resposta, os Estados Unidos bombardearam alvos iranianos. O Irã retaliou com ataques contra bases militares americanas em países da região. Apesar da tensão, não houve registro de novos ataques entre sexta-feira (10) e a manhã deste sábado.
Posições divergentes
Araqchi acusou os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo. Já Washington revogou, na última terça-feira (7), a licença que autorizava a venda de petróleo iraniano, depois dos ataques contra os navios. "Os compromissos precisam ser cumpridos pelos dois lados", escreveu o chanceler iraniano na rede social X. Mais tarde, porém, a agência iraniana Fars afirmou, citando uma fonte, que não haverá negociações enquanto os Estados Unidos não recuarem de suas posições.



