EUA podem conceder isenções específicas por país para petróleo russo, diz Bessent
EUA podem conceder isenções por país para petróleo russo

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou que o país pode conceder isenções específicas por país para a compra de petróleo russo. A declaração foi feita durante depoimento ao Comitê da Câmara, onde Bessent também defendeu seu apoio à Ucrânia e teceu críticas ao governo do ex-presidente Joe Biden.

Isenções individuais para importação de petróleo russo

Bessent sugeriu que futuras isenções para a compra de petróleo russo sejam concedidas de forma individualizada, levando em conta as circunstâncias de cada nação. A medida visa equilibrar as pressões econômicas sobre a Rússia sem prejudicar aliados que dependem do fornecimento energético russo.

O secretário questionou a eficácia de uma tarifa de 500% sobre importações russas, classificando a proposta como um embargo disfarçado. Segundo ele, tal medida poderia ter consequências imprevistas para a economia global e para os próprios interesses americanos.

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Apoio à Ucrânia e críticas a Biden

Durante o depoimento, Bessent reafirmou o compromisso dos EUA com a Ucrânia, destacando a necessidade de continuar apoiando o país em meio ao conflito com a Rússia. Ele criticou a política externa adotada pela administração anterior, que considerou insuficiente para conter as ambições russas.

A discussão ocorre em um momento em que os Estados Unidos buscam intensificar a pressão econômica sobre Moscou, sem comprometer a estabilidade dos mercados energéticos. A proposta de isenções por país surge como uma alternativa para manter a coerção sem alienar parceiros estratégicos.

Impactos e próximos passos

Analistas apontam que a abordagem de Bessent pode gerar controvérsias no Congresso, onde há defensores de sanções mais duras contra a Rússia. Por outro lado, países europeus que dependem do petróleo russo podem ver a medida com bons olhos, desde que as isenções sejam concedidas de forma transparente.

O Tesouro americano ainda não detalhou quais critérios serão usados para definir as isenções. A expectativa é que novas discussões ocorram nas próximas semanas, envolvendo aliados e setores energéticos.

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