EUA e Irã assinam acordo de paz; Trump ameaça retomar ataques
EUA e Irã assinam acordo de paz; Trump ameaça retomar ataques

Acordo histórico entre EUA e Irã é assinado, mas Trump já ameaça retaliação

Em um movimento surpreendente, os presidentes dos Estados Unidos e do Irã assinaram na quarta-feira um acordo provisório que põe fim à guerra entre os dois países. O documento, divulgado após a cúpula do G7 na França, estabelece um cessar-fogo de 60 dias e prevê negociações para uma trégua permanente. No entanto, o presidente americano, Donald Trump, já advertiu que retomará os ataques caso o Irã não cumpra suas obrigações.

Trump, participando do encontro do G7 em Evian-les-Bains, na França, também recuou de uma de suas justificativas para a guerra, afirmando que seria 'injusto' impedir o Irã de possuir mísseis balísticos, contrariando sua promessa anterior de destruí-los. 'Vamos bombardeá-los até não poder mais se violarem o acordo', disse Trump em coletiva de imprensa. 'Não quero que façam isso. Quero que honrem o acordo.'

Detalhes do acordo de 14 pontos

O memorando de entendimento, assinado digitalmente por Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, inclui o fim imediato das hostilidades em todas as frentes, inclusive no Líbano, a retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, o levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos, a suspensão das sanções e o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos. Também prevê um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã pós-guerra.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O Irã se comprometeu a não fabricar armas nucleares e a permitir a diluição de seu estoque de urânio enriquecido sob supervisão da AIEA, mas rejeitou a exigência de Trump de retirar o material do país.

Reações e impactos no mercado

Líderes do G7 saudaram o acordo, mas expressaram preocupações sobre o programa nuclear iraniano e o conflito no Líbano. Os preços do petróleo Brent caíram abaixo de US$ 80, o menor nível desde o início da guerra, com a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, as ameaças de Trump fizeram os preços se recuperarem mais de 1%.

O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou à TV estatal: 'Tudo o que buscávamos alcançar por meio de ação militar, obtivemos várias vezes mais por meio de negociação.'

Contexto do conflito

A guerra entre EUA e Irã começou em 28 de fevereiro, com o assassinato do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e de líderes militares. O conflito se alastrou pelo Oriente Médio, matando mais de 7.000 pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, elevando os preços da energia e gerando preocupações com a segurança alimentar global.

Apesar da retórica agressiva de Trump, o acordo representa uma vitória para o Irã, que manteve seu governo, seu estoque de urânio e suas capacidades de mísseis, além de obter alívio de sanções bilionárias.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar