A Casa Branca está exigindo que o Irã se comprometa publicamente a não atacar navios no Estreito de Ormuz, em meio a uma escalada de tensões na região. A demanda ocorre após a Guarda Revolucionária do Irã lançar uma operação de retaliação contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia, em resposta a ataques americanos contra alvos iranianos.
Detalhes da retaliação iraniana
Segundo comunicado oficial da Guarda Revolucionária, a base de Sheikh Isa, no Bahrein, foi atingida na segunda fase da ofensiva. No Kuwait, alvos foram bases militares americanas, enquanto na Jordânia, mísseis e drones teriam provocado incêndios em tanques de combustível e depósitos de munição na base aérea Prince Hassan. No Bahrein, o Ministério do Interior informou que sirenes de alerta foram acionadas. De acordo com a agência Associated Press, o país soou o alerta de mísseis pela segunda vez desde o início da retaliação iraniana aos ataques dos Estados Unidos.
Contexto do Estreito de Ormuz
A operação ocorre em meio ao aumento da tensão no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A Marinha da Guarda Revolucionária afirmou ter realizado, na noite anterior, uma ação contra dois navios que, segundo o Irã, colocavam em risco a navegação no estreito. A Guarda Revolucionária afirmou ainda que a operação de retaliação continua.
Posição dos EUA
Diante do cenário, a Casa Branca intensificou a pressão diplomática, exigindo que o Irã assuma um compromisso público de não atacar embarcações na região. A medida visa garantir a segurança da navegação e evitar uma crise energética global, dado que cerca de 20% do petróleo mundial transita pelo Estreito de Ormuz.



