Os Estados Unidos e a Arábia Saudita lançaram ataques aéreos contra milícias pró-Irã no Iraque, resultando em 20 mortes, segundo informações da agência AFP. Os bombardeios ocorreram na região de Bartalla, no norte do país, e tinham como alvo grupos associados a Teerã, responsáveis por ataques com drones contra instalações sauditas e americanas desde o fim da semana passada.
Detalhes dos bombardeios
As aeronaves realizaram pelo menos seis ataques contra posições das milícias, que fazem parte das Unidades de Mobilização Popular (PMU), controladas pelo Irã. Autoridades locais confirmaram que 20 combatentes morreram e dezenas ficaram feridos. Os bombardeios destruíram depósitos de munição e centros de comando, de acordo com fontes de segurança iraquianas.
A Arábia Saudita, inicialmente relutante em se envolver diretamente, aderiu à operação após sofrer ataques com drones contra suas instalações petrolíferas na fronteira com o Iraque. Riad justificou a ação como autodefesa, enquanto Washington afirmou que os ataques foram uma resposta à interceptação de um ataque iraniano contra uma base americana na Jordânia.
Reações e impactos
O Irã confirmou que realizou uma ação contra a base americana, mas não detalhou o tipo de ataque. Teerã classificou os bombardeios como uma violação da soberania iraquiana e prometeu retaliação. O governo do Iraque condenou os ataques, convocou os embaixadores dos EUA e da Arábia Saudita e alertou para o risco de escalada regional.
No cenário marítimo, um petroleiro foi atingido na entrada do Mar Vermelho, elevando as tensões na rota comercial vital. O incidente destaca a fragilidade do cessar-fogo na região, que já durava meses, e a complexidade das relações entre os países envolvidos, com o Iraque tentando equilibrar a influência iraniana e a aliança com Washington.



