O governo Trump apresentou uma nova proposta de tarifaço que impõe uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros, utilizando dados defasados sobre desmatamento e citando o ápice do desmatamento na gestão Bolsonaro. A medida, anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), ignora as recentes quedas nas taxas de desmatamento na Amazônia.
Argumentos ambientais do USTR
O tema ambiental foi um dos principais argumentos da investigação do USTR. O órgão alega que o desmatamento ilegal reduz os custos de produção no Brasil, afetando os preços globais de commodities. No entanto, a melhora nas taxas de desmatamento na Amazônia foi completamente ignorada na proposta.
Dados defasados e críticas
Especialistas apontam que os dados utilizados pelo governo Trump são de 2020 e 2021, período em que o desmatamento na Amazônia atingiu o pico sob a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde então, as taxas caíram significativamente, com redução de mais de 50% em 2023 e 2024. Apesar de reconhecer os esforços de fiscalização do Brasil, o USTR expressou preocupação com possíveis reversões futuras.
Reações do Brasil
O governo brasileiro criticou a proposta, classificando-a como injusta e baseada em informações desatualizadas. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o Brasil tem feito progressos ambientais consistentes e que a tarifa é uma medida protecionista disfarçada de preocupação ecológica.
Impacto econômico
Se implementada, a tarifa de 25% afetaria setores como agronegócio, mineração e manufatura, que exportam bilhões de dólares anualmente para os Estados Unidos. A medida pode gerar retaliações comerciais e afetar as relações bilaterais entre os dois países.
O USTR ainda não divulgou um cronograma para a implementação da tarifa, mas a proposta já gerou debates no Congresso americano e entre aliados comerciais do Brasil.



