A Europa enfrenta uma onda de calor excepcional, com temperaturas que derretem não apenas o asfalto, mas também a 'finesse' europeia, desafiando qualquer negacionista climático a duvidar da realidade do aquecimento global.
Paris sob o sol escaldante
Na capital francesa, turistas e moradores buscam abrigo do sol intenso. Uma imagem emblemática mostra um turista caminhando com guarda-chuva para se proteger do sol em frente à Catedral de Notre-Dame, em Paris. A foto, de Simon WOHLFAHRT / AFP, ilustra o contraste entre o patrimônio histórico e o calor extremo.
Segundo meteorologistas, as temperaturas ultrapassaram os 40°C em várias regiões, quebrando recordes históricos. A onda de calor, que já dura dias, levou autoridades a emitirem alertas vermelhos em diversos países.
Impacto no cotidiano europeu
O calor extremo afeta o transporte público, com trens reduzindo velocidade para evitar deformações nos trilhos, e aumenta a demanda por energia elétrica para refrigeração. Escolas e escritórios adotaram horários reduzidos, e hospitais registraram aumento de atendimentos por insolação.
Especialistas em clima atribuem o fenômeno às mudanças climáticas causadas pela ação humana. 'Eventos como este se tornarão mais frequentes e intensos se não reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa', alerta um climatologista ouvido pela reportagem.
Negacionismo em xeque
A intensidade da onda de calor coloca em xeque os argumentos dos negacionistas climáticos, que costumam minimizar o aquecimento global. Dados oficiais mostram que julho de 2024 foi o mês mais quente já registrado na Europa, com anomalias térmicas de até 6°C acima da média histórica.
A coluna, assinada por Michel Alcoforado, destaca que o Velho Mundo foi tomado por uma onda de calor 'capaz de fazer qualquer negacionista climático duvidar da própria burrice'. A ironia reflete a frustração de cientistas e cidadãos diante da persistência do ceticismo climático.



