A Europa enfrenta sua terceira onda de calor do verão, com temperaturas superiores a 40°C, alimentando incêndios florestais devastadores na Espanha e na França. Na Espanha, pelo menos 12 pessoas morreram em um incêndio florestal na região de Los Gallardos, no sul do país, segundo autoridades locais. O número de vítimas pode aumentar, já que equipes de resgate continuam a busca por desaparecidos.
Incêndio na Espanha: origem e evacuações
O fogo começou após o rompimento de uma linha de transmissão elétrica, que gerou faíscas em meio à vegetação seca. As chamas se alastraram rapidamente, forçando a evacuação de mais de 1.400 pessoas de suas casas em várias cidades, incluindo Bédar e Los Gallardos. Imagens aéreas mostram extensas áreas de vegetação queimada e residências destruídas. As autoridades espanholas mobilizaram centenas de bombeiros e aeronaves para conter o incêndio, que continua ativo em algumas frentes.
França: incêndios dobram em relação ao ano anterior
Na França, os incêndios florestais também atingiram níveis alarmantes. O governo francês informou que a área queimada em 2026 já é o dobro da registrada no mesmo período de 2025. Regiões como o sul da França, incluindo Provença e Córsega, estão em alerta máximo. Mais de 10 mil hectares foram destruídos apenas nos últimos dias. As autoridades francesas atribuem o aumento à combinação de calor extremo, seca prolongada e ventos fortes.
Junho mais quente da história na Europa
A agência climática europeia Copernicus revelou que junho de 2026 foi o mês de junho mais quente já registrado no continente, com temperaturas médias 2,3°C acima da média histórica. O recorde anterior, de 2023, foi superado por uma margem significativa. "Estamos testemunhando os impactos diretos das mudanças climáticas, com ondas de calor mais frequentes e intensas", afirmou um porta-voz da agência. A terceira onda de calor, que começou no início de julho, já quebrou recordes locais em vários países, incluindo Espanha, França, Itália e Grécia.
Impacto humano e ambiental
Além das mortes na Espanha, dezenas de pessoas foram hospitalizadas com queimaduras e problemas respiratórios em ambos os países. A qualidade do ar piorou drasticamente nas áreas afetadas, com partículas de fumaça atingindo cidades a centenas de quilômetros. Ambientalistas alertam que a perda de biodiversidade é incalculável, com habitats inteiros destruídos. "A situação é crítica e exige ação imediata dos governos para reduzir emissões e investir em prevenção", disse um representante do Greenpeace.
Previsão e medidas de emergência
As temperaturas devem continuar elevadas nos próximos dias, com previsão de novos recordes. A Espanha ativou o nível máximo de alerta em várias províncias, e a França enviou reforços de bombeiros de outras regiões. A União Europeia ofereceu assistência por meio do Mecanismo de Proteção Civil, disponibilizando aeronaves e equipes especializadas. Enquanto isso, milhares de pessoas permanecem deslocadas, e as autoridades pedem que a população evite áreas de risco e siga as instruções de evacuação.



