O veleiro Forel, que já foi o Paratii 2 do navegador Amyr Klink, foi transformado em uma plataforma científica para uma expedição no Ártico. A missão, que ocorre na Groenlândia, tem como objetivo estudar sedimentos marinhos e entender os efeitos das mudanças climáticas na criosfera.
Veleiro de Amyr Klink vira laboratório flutuante
O Forel, que pertenceu a Amyr Klink, agora é utilizado por uma equipe internacional de cientistas. A embarcação foi adaptada para coletar amostras de sedimentos no fundo do mar, permitindo análises que podem revelar como o clima mudou ao longo dos milênios.
A expedição é liderada pela pesquisadora Marina Guedes, que documentou a viagem da França até a Groenlândia. Segundo ela, o Ártico aquece quatro vezes mais rápido que a média global, tornando a região crucial para estudos climáticos.
Estudo de sedimentos marinhos
Os sedimentos marinhos funcionam como arquivos naturais do clima. Ao extrair testemunhos do fundo do oceano, os cientistas podem identificar padrões de aquecimento, derretimento de geleiras e variações na circulação oceânica.
“Cada camada de sedimento conta uma história sobre as condições ambientais do passado”, explicou Marina Guedes. A equipe espera que os dados coletados ajudem a prever cenários futuros para o Ártico e para o planeta.
Importância da criosfera
A criosfera, que inclui geleiras, calotas polares e gelo marinho, está em rápida transformação. O derretimento na Groenlândia contribui para a elevação do nível do mar e afeta correntes oceânicas globais.
A expedição Forel reforça a necessidade de pesquisas contínuas no Ártico. Com o apoio de instituições internacionais, o projeto pretende publicar resultados nos próximos meses, ampliando o conhecimento sobre as mudanças climáticas.



