A Europa registrou mais de 10 mil mortes em excesso relacionadas a uma onda de calor recorde no final de junho, segundo dados do EuroMOMO. O evento, considerado sem precedentes, atingiu principalmente França, Espanha, Reino Unido e Bélgica.
Vítimas idosas são maioria
Dados apontam que 90% das vítimas tinham mais de 65 anos. Especialistas afirmam que o calor extremo agrava doenças cardiovasculares e respiratórias, elevando o risco de morte em idosos e pessoas com condições preexistentes.
Cientistas culpam aquecimento global
Pesquisadores do World Weather Attribution afirmam que a onda de calor foi praticamente impossível sem a influência humana no clima. O aquecimento global tornou o evento 10 vezes mais provável, segundo análises.
As temperaturas ultrapassaram 40°C em várias cidades europeias, quebrando recordes históricos. Hospitais relataram aumento significativo de atendimentos por insolação e desidratação.
Alerta para o futuro
Segundo a Organização Meteorológica Mundial, ondas de calor como essa devem se tornar mais frequentes e intensas se as emissões de gases de efeito estufa não forem reduzidas. Autoridades de saúde recomendam planos de contingência para proteger a população vulnerável.



