Almada raciona água e proíbe usos não essenciais durante onda de calor
Almada raciona água e proíbe usos não essenciais

A cidade portuguesa de Almada, localizada na região metropolitana de Lisboa, decretou situação de alerta e impôs restrições ao uso de água devido a uma intensa onda de calor que elevou o consumo e pressionou os reservatórios. A medida, anunciada nesta terça-feira, proíbe atividades consideradas 'não essenciais', como lavar carros, encher piscinas e regar jardins, e inclui cortes no abastecimento durante a madrugada.

Alerta após forte pressão sobre reservatórios

Segundo a agência Lusa, a decisão foi tomada após o aumento significativo da demanda por água nos últimos dias, o que reduziu os níveis dos reservatórios a patamares críticos. A prefeitura de Almada informou que a situação exige ação imediata para garantir o abastecimento à população e evitar colapso no sistema.

As restrições valem para toda a cidade e serão fiscalizadas por equipes municipais. Quem descumprir as regras pode ser multado, conforme previsto no decreto de alerta. A medida é temporária e deve vigorar enquanto durar a onda de calor, com previsão de normalização em duas a três semanas, caso as condições climáticas melhorem.

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Cortes noturnos e proibição de usos não essenciais

Além da proibição de usos não essenciais, o município também programou cortes no fornecimento de água durante a madrugada, das 23h às 6h, em algumas áreas. A estratégia visa reduzir a pressão sobre o sistema e permitir a recuperação dos reservatórios. A população foi orientada a armazenar água suficiente para o período noturno e a evitar desperdícios.

As autoridades locais destacam que a medida é preventiva e que o abastecimento para consumo humano e serviços essenciais, como hospitais e escolas, está garantido. A prefeitura monitora a situação em tempo real e pode ajustar as restrições conforme a evolução da demanda e das condições climáticas.

Contexto de onda de calor em Portugal

Portugal enfrenta uma onda de calor que elevou as temperaturas acima dos 40°C em várias regiões, aumentando o consumo de água e energia. Almada é uma das primeiras cidades a adotar racionamento, mas outras localidades podem seguir o exemplo se a situação se agravar. A proteção civil recomenda que a população evite atividades ao ar livre nos horários mais quentes e mantenha-se hidratada.

O decreto de alerta em Almada reflete a gravidade da estiagem e do calor extremo, que têm se tornado mais frequentes na Península Ibérica. Especialistas apontam que as mudanças climáticas intensificam esses eventos, exigindo medidas de adaptação e gestão de recursos hídricos.

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