A Rússia intensificou seus ataques contra a Ucrânia nesta terça-feira, resultando na morte de ao menos 18 pessoas, segundo autoridades locais. Os bombardeios atingiram diversas regiões, incluindo a capital Kiev e a cidade de Kharkiv, no leste do país. As forças russas utilizaram mísseis e drones, causando danos significativos em infraestrutura civil, como prédios residenciais e instalações de energia.
Detalhes dos ataques
Em Kiev, explosões foram ouvidas nas primeiras horas da manhã, com relatos de fragmentos de mísseis caindo em áreas residenciais. Pelo menos cinco pessoas morreram na capital, segundo o prefeito Vitali Klitschko. Em Kharkiv, os bombardeios atingiram um mercado e uma estação de trem, deixando oito mortos e dezenas de feridos. Outras regiões, como Dnipro e Zaporíjia, também foram alvo de ataques.
Reações internacionais
A comunidade internacional condenou os ataques. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu o fim imediato das hostilidades. A União Europeia anunciou novas sanções contra a Rússia, enquanto os Estados Unidos prometeram enviar mais ajuda militar à Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou os bombardeios como "atos de terror" e pediu maior apoio ocidental.
Os ataques ocorrem em meio a tensões crescentes, com a Rússia intensificando sua ofensiva no leste e sul da Ucrânia. Analistas apontam que Moscou busca consolidar ganhos territoriais antes de possíveis negociações de paz. A Ucrânia, por sua vez, continua a resistir e contra-atacar, especialmente na região de Donetsk.
Impacto humanitário
Os bombardeios agravam a crise humanitária no país. Mais de 10 mil pessoas ficaram desabrigadas nas últimas 24 horas, segundo a ONU. Hospitais e escolas também foram danificados, dificultando o acesso a serviços básicos. Organizações humanitárias pedem corredores seguros para evacuação de civis.
A Rússia nega ter como alvo civis, mas as evidências apontam o contrário. A Ucrânia promete levar os responsáveis à justiça em tribunais internacionais.



