Madri, 12 – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que as forças russas seguem avançando de forma “gradual” em território ucraniano e anunciou uma “intensificação dos ataques” contra o país, à medida que a invasão, iniciada há mais de quatro anos, prossegue.
Avanços sistemáticos e resposta aos ataques ucranianos
“As forças russas estão obtendo avanços sistemáticos diários e conseguirão libertar todos os territórios”, afirmou Putin, antes de acrescentar que Moscou “responderá adequadamente” às ações das Forças Armadas da Ucrânia e aos seus ataques contra regiões russas próximas à fronteira.
“Vamos responder. Aumentaremos nossos ataques à infraestrutura inimiga para fazer com que parem de atacar nossas instalações civis”, garantiu o líder russo, que revelou que o contingente militar na Ucrânia já ultrapassa 700 mil soldados, um “grande agrupamento”, conforme noticiado pela agência TASS.
Controle territorial e determinação russa
Putin enfatizou que o país “a cada dia amplia seu controle para novos territórios na zona”. “Passo a passo – não tão rápido quanto gostaríamos -, mas avançamos a cada dia. Gradualmente, assumimos o controle de nossos territórios. E assim continuará sendo”, esclareceu, ressaltando que ninguém “deve duvidar de que a Rússia alcançará seus objetivos”.
O presidente russo destacou a importância de “avançar aos poucos” e garantiu que “ninguém imporá a derrota à Rússia”. “Nosso povo unido está ciente de sua responsabilidade perante as futuras gerações, perante nossos filhos e netos”, explicou durante um encontro com militares que participam da invasão.
Além disso, assegurou que somente o povo russo “tem a capacidade de defender seu país, fortalecê-lo e criar as condições para seu desenvolvimento seguro” e recomendou aos inimigos “que não combatam a Rússia nem tentem fazê-lo jamais”. “Vivamos de forma amigável e resolvamos todas as questões por meio de negociações. Mas devem ser negociações, e não ultimatos”, observou.
Disposição para negociações condicionadas
Putin voltou a insistir que o país está disposto a “manter negociações voltadas para a busca de uma solução para o conflito na Ucrânia, desde que sejam levados em conta seus interesses nacionais, tanto táticos quanto estratégicos”, declarações semelhantes às feitas no passado. “Estamos dispostos a negociar, mas apenas levando em conta nossos interesses nacionais. E não apenas os de hoje, mas também os do futuro, concebidos numa perspectiva histórica”, esclareceu.
No que vai de 2026, as equipes de negociação da Rússia e da Ucrânia realizaram três rodadas de consultas com a mediação dos Estados Unidos.



