Irã contra-ataca após ofensiva americana
O Irã lançou ataques contra alvos no Bahrein e no Kuwait nesta quarta-feira, em retaliação à onda de bombardeios dos Estados Unidos na região. A escalada elevou o risco à navegação no Estreito de Ormuz para o nível 'grave', segundo autoridades marítimas. O petróleo disparou 5% com o temor de interrupção no fornecimento, enquanto os futuros do Dow Jones recuavam.
Petróleo dispara e mercados reagem
O barril do Brent saltou para acima de US$ 80, impulsionado pelo receio de que o Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial – seja fechado. 'A situação é extremamente volátil', disse um analista do Bank of America. O Dow Jones Futuro caiu mais de 300 pontos, refletindo o pânico dos investidores.
Risco à navegação atinge nível crítico
A Marinha dos EUA elevou o alerta para 'grave' no Estreito de Ormuz após ataques iranianos a navios próximos. O Irã ameaçou bloquear a passagem se os EUA continuarem os bombardeios. O secretário de Defesa americano afirmou que 'não tolerará ameaças à liberdade de navegação'. O Brasil, que importa petróleo da região, monitora os preços dos combustíveis.
Bolsas asiáticas fecham mistas
Na Ásia, os índices fecharam sem direção única: Xangai caiu 0,5%, Tóquio subiu 0,3% e Seul recuou 0,8%. O ouro, buscado como porto seguro, avançou 1,2%. 'O mercado está precificando um conflito prolongado', avaliou estrategista do Goldman Sachs.
Trump: acordo com Irã 'acabou'
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o acordo nuclear com o Irã 'acabou' e que novas sanções serão impostas. 'Não vamos permitir que o Irã tenha armas nucleares', disse Trump em entrevista. Teerã respondeu que as sanções violam o memorando de fim da guerra assinado em 2015.
Impacto no Brasil e no mundo
A Petrobras ainda não anunciou reajuste, mas o mercado já projeta alta de 10% na gasolina. O Ibovespa opera em baixa de 1,5%, pressionado por ações de petroleiras e aéreas. O dólar subiu 0,8% frente ao real. Especialistas recomendam cautela com ativos de risco.



