Os Estados Unidos concluíram uma nova onda de ataques contra o Irã, informou o governo americano neste sábado. Segundo comunicado oficial, os ataques visaram demonstrar que Teerã não exerce controle sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo global. A operação ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, que já impacta os mercados financeiros globais.
Irã reage e denuncia ataques
O governo iraniano, por meio de nota do Ministério das Relações Exteriores, denunciou que os ataques dos EUA “tornam inúteis” os esforços de negociação em andamento. “Essas agressões demonstram que Washington não está interessado em uma solução diplomática”, afirmou o porta-voz do ministério, segundo a agência de notícias iraniana Irna. O Irã condicionou o cumprimento de qualquer acordo futuro a uma reversão das hostilidades.
Reação dos mercados
O anúncio dos ataques ocorre em um momento de forte volatilidade nos mercados asiáticos. O índice Kospi, da Coreia do Sul, tombou 9% com a queda de semicondutores, após a escalada entre EUA e Irã. A ação da SK Hynix despencou após sua estreia na Nasdaq, em meio a realizações de lucros. No Brasil, o Ibovespa futuro opera em queda, pressionado pelo cenário externo e por incertezas políticas locais.
União Europeia defende livre navegação
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, defendeu a livre navegação no Estreito de Ormuz, sem a imposição de pedágios ou restrições unilaterais. “A liberdade de navegação é um princípio fundamental do direito internacional”, declarou Kallas, em comunicado. A UE acompanha com preocupação a escalada militar e pediu moderação a ambas as partes.
Impacto no mercado de petróleo
Analistas do setor energético alertam que a continuidade dos ataques pode elevar o prêmio de risco do petróleo, com potencial impacto nos preços globais. O barril do Brent opera em alta, refletindo o temor de interrupção no fornecimento. O governo brasileiro, que tenta barrar um tarifaço em última semana de negociação, monitora os desdobramentos.
Contexto geopolítico
As tensões entre EUA e Irã se intensificaram após o governo americano acusar Teerã de apoiar grupos armados que atacam navios no Golfo Pérsico. O Irã, por sua vez, vê o memorando de entendimento bilateral em “fase de crise” e condiciona seu cumprimento a ações concretas dos EUA. A comunidade internacional teme uma escalada regional que envolva outros países do Oriente Médio.



