Escassez de oferta global atinge maior nível desde novembro de 2022
Escassez de oferta global atinge maior nível desde 2022

As pressões de oferta no mercado internacional se intensificaram em maio, de acordo com a mais recente pesquisa global com gerentes de compras realizada pela S&P Global Market Intelligence. O Índice de Escassez de Oferta subiu para 2,4 em maio, ante 2,3 em abril, alcançando o maior patamar desde novembro de 2022. O dado indica que os relatos de falta de fornecedores estavam no mês em quase duas vezes e meia o nível considerado normal.

Setor manufatureiro global e escassez de petróleo

Segundo a pesquisa com o setor manufatureiro global, os relatos de falta de petróleo foram os mais severos, ficando 12 vezes e meia acima da tendência de longo prazo. Em seguida, aparecem embalagens, polímeros, transporte e aço inoxidável — estes últimos no patamar mais alto desde outubro de 2022.

Impacto do Estreito de Ormuz

Usamah Bhatti, economista da S&P Global Market Intelligence, afirmou em nota que o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz prejudicou severamente as cadeias de suprimento e a entrega de uma série de commodities, com o impacto mais sentido nos mercados de petróleo.

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Pressões de preços mostram ligeiro alívio

Enquanto isso, o Índice Global de Pressão de Preços exibiu um ligeiro alívio, recuando de 2,5 em abril para 2,3 em maio. Entre as 26 commodities monitoradas, Transporte registrou os relatos mais intensos de pressão de preços, embora o índice correspondente tenha caído em relação ao recorde da série registrado em abril — seguido por Semicondutores. Ao mesmo tempo, houve um número recorde de relatos de aumento nos preços do petróleo.

Análise do economista

Bhatti destacou que, no front de preços, apenas uma das 26 commodities monitoradas apresentou relatos abaixo da média de aumento de preços em maio. Transporte registrou as pressões de custo mais intensas, seguido de perto por Semicondutores e Petróleo — este último com o maior número de relatos de alta de preços desde o início da série em 2005. Ele ponderou que o índice geral de pressões de preços recuou pela primeira vez em 2026, o que pode oferecer algum alívio às empresas. No entanto, alertou que a evolução futura dos mercados de commodities e das cadeias de suprimento estará fortemente ligada ao desenrolar da guerra no Oriente Médio nos próximos meses.

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