As bolsas da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira, 3, majoritariamente em baixa, refletindo a cautela dos investidores diante dos novos confrontos entre Estados Unidos e Irã. As hostilidades recentes aumentaram as incertezas sobre as negociações para pôr fim ao conflito no Oriente Médio, que já ultrapassa três meses.
Desempenho dos índices
Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,40%, fechando aos 10.332,30 pontos. O DAX, em Frankfurt, caiu 1,24%, para 24.811,63 pontos. O CAC 40, em Paris, perdeu 0,71%, encerrando a 8.150,42 pontos. Em Milão, o FTSE MIB registrou queda de 1,07%, aos 50.038,16 pontos. O Ibex 35, em Madri, cedeu 0,39%, para 18.201,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 foi a exceção, subindo 0,46%, para 8.999,30 pontos. Os dados são preliminares.
Cenário geopolítico
O Irã condenou o ataque norte-americano a um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz, enquanto o presidente Donald Trump sugeriu que a rota marítima pode permanecer bloqueada até setembro. O Saxo Bank aponta que o pessimismo do mercado cresce quanto às perspectivas de um acordo entre Washington e Teerã que permita a reabertura da importante via de navegação, complicando também o cenário para as taxas de juros dos bancos centrais.
O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Pierre Wunsch (Bélgica) afirmou que um eventual acordo de paz não deve alterar as expectativas de alta nos juros na reunião da próxima semana. O índice de preços ao produtor (PPI) da zona do euro subiu 4,9% em abril na comparação anual, acelerando ante os 2,1% de março.
Tarifas e tecnologia
O mercado também avalia a proposta dos EUA de impor tarifas adicionais à União Europeia. Paralelamente, o setor de tecnologia estendeu ganhos com otimismo em inteligência artificial (IA), impulsionando as holandesas ASML, ASM International e BE Semiconductor, que subiram mais de 1%. A UE lançou um pacote de medidas para fomentar a indústria de IA, chips e computação em nuvem.
Entre outros destaques, a Akzo Nobel despencou 17,37% após o fracasso da proposta de aquisição pela Nippon Paint e Sherwin-Williams.



