Visto EUA: taxa extra de US$ 750 para agilizar entrevista; Copa no horizonte
Visto EUA: taxa extra de US$ 750 para agilizar entrevista

Nova taxa de US$ 750 para agilizar vistos B1/B2 nos EUA

A partir de 1º de novembro, estrangeiros que desejam acelerar a entrevista para obtenção dos vistos B1 e B2 (turismo e negócios) nos Estados Unidos poderão pagar uma taxa extra de US$ 750, cerca de R$ 3.900. A medida, anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA em 9 de junho, integra um projeto piloto com duração de seis meses. Além do valor padrão de US$ 185, os solicitantes que pagarem a taxa extra terão garantia de atendimento em determinados postos consulares dentro de dez dias úteis.

Objetivo: reduzir filas antes da Copa de 2026

O projeto piloto visa diminuir o tempo de espera para entrevistas de visto, que em alguns países ultrapassa um ano. A iniciativa ocorre em preparação para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México. Espera-se um fluxo massivo de turistas, e o governo americano busca evitar gargalos no processamento de vistos. No entanto, a medida enfrenta desafios: a taxa extra é considerada alta para muitos viajantes, e as restrições impostas pela guerra na Ucrânia e outros conflitos globais complicam ainda mais a entrada de estrangeiros.

Impacto da guerra e restrições

Além do custo, estrangeiros de países em conflito ou com histórico de restrições enfrentam obstáculos adicionais. A guerra na Ucrânia, por exemplo, gerou sanções e maior rigor na concessão de vistos para cidadãos russos e de países vizinhos. O Departamento de Estado alerta que a taxa extra não garante aprovação do visto, apenas acelera a entrevista. Críticos apontam que a medida beneficia apenas viajantes com maior poder aquisitivo, enquanto a maioria continua sujeita a longas esperas.

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Detalhes do projeto piloto

A taxa extra será aplicada em postos consulares selecionados, ainda não divulgados oficialmente. O valor de US$ 750 é adicional à taxa de solicitação padrão de US$ 185, totalizando US$ 935 (aproximadamente R$ 4.850). O governo americano informou que o projeto será avaliado ao longo de seis meses para decidir se será estendido ou tornado permanente. Dados do Departamento de Estado indicam que, em 2023, foram emitidos mais de 10 milhões de vistos de não-imigrante, com tempo médio de espera de 120 dias em alguns países.

Reações e perspectivas

Especialistas em imigração veem a medida com cautela. John Smith, analista do Migration Policy Institute, afirmou: "A taxa extra pode aliviar a demanda imediata, mas não resolve o problema estrutural de falta de pessoal nos consulados." Enquanto isso, a indústria do turismo espera que a Copa de 2026 impulsione a economia, mas alerta que vistos caros e burocráticos podem desestimular visitantes. O governo brasileiro, um dos maiores solicitantes de vistos B1/B2, ainda não se manifestou oficialmente.

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