A Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou a legalidade da contagem de votos por correio recebidos após o dia da eleição, rejeitando uma contestação republicana à lei do Mississippi. A decisão, por 5 a 4, representa um revés para o ex-presidente Donald Trump, que critica essa prática desde sua derrota na eleição de 2020 para o democrata Joe Biden, sem nunca ter conseguido provar judicialmente suas alegações.
Decisão da Corte
A maioria conservadora da Suprema Corte, incluindo os juízes John Roberts e Amy Coney Barrett, votou a favor da manutenção da lei do Mississippi, que permite a contagem de votos por correio que cheguem até cinco dias úteis após o dia da eleição, desde que carimbados até a data do pleito. A decisão reafirma que a legislação estadual é soberana para definir prazos de recebimento de votos.
Impacto Político
Trump, que tornou o combate ao voto por correio uma bandeira central de sua retórica pós-2020, sofreu uma derrota judicial significativa. Embora a decisão se aplique especificamente ao Mississippi, ela estabelece um precedente que pode influenciar casos semelhantes em outros estados. Especialistas apontam que a decisão pode aumentar a confiança no sistema eleitoral, especialmente entre eleitores que preferem o voto pelo correio.
Reações
O Partido Republicano criticou a decisão, argumentando que ela abre margem para fraudes, enquanto democratas e defensores dos direitos de voto celebraram a medida como uma vitória para a democracia. A juíza Elena Kagan, em voto dissidente, alertou para possíveis confusões, mas a maioria entendeu que a lei estadual é clara.
Contexto
O voto por correio tornou-se um tema polarizador nos EUA desde 2020, quando milhões de americanos optaram por essa modalidade devido à pandemia de Covid-19. Trump, sem apresentar provas, alegou que a prática favoreceu Biden. A Suprema Corte já havia rejeitado diversas ações judiciais de Trump e seus aliados contestando o resultado eleitoral.



