O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, mencionou o Brasil como uma exceção entre os países aliados americanos na América Latina durante uma audiência no Senado dos EUA nesta terça-feira (2). Além do Brasil, Rubio citou Nicarágua, Cuba, Venezuela e o atual governo da Colômbia como exceções. O secretário destacou que o Brasil está em meio a um ciclo eleitoral, fazendo ressalva semelhante sobre o presidente colombiano.
Declarações sobre a região
Rubio afirmou que a América Latina está atualmente "repleta de aliados dos Estados Unidos, de líderes amistosos aos Estados Unidos e de uma direção favorável aos interesses americanos". No entanto, ele apontou que alguns países fogem a essa tendência.
Contexto de tensões comerciais
As declarações ocorrem logo após a administração Trump propor uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do Brasil. A medida foi baseada na conclusão de que as práticas brasileiras eram desleais em questões como comércio digital e desmatamento ilegal.
As tarifas, previstas na Seção 301 da legislação comercial dos EUA, abrangem áreas como serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, conforme informou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Reações do governo brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Rubio, associando sua influência à escalada das tensões entre Brasília e Washington. Lula afirmou que o secretário de Trump "não gosta do Brasil" e criticou a aproximação de Rubio com filhos de Jair Bolsonaro.



