OpenAI propõe dar ao governo dos EUA participação de 5%
OpenAI propõe dar ao governo dos EUA participação de 5%

A OpenAI, criadora do ChatGPT, propôs conceder ao governo dos Estados Unidos uma participação de 5% na empresa, de acordo com reportagem do Financial Times publicada nesta quinta-feira. A oferta surge em meio a crescentes debates sobre a regulamentação da inteligência artificial e o papel do governo no setor.

Detalhes da proposta

Segundo fontes familiarizadas com as discussões, a OpenAI teria apresentado a ideia de dar ao governo norte-americano uma fatia minoritária, possivelmente na forma de ações sem direito a voto ou com direitos limitados. A proposta ainda está em estágio inicial e não há confirmação oficial da empresa ou do governo.

A medida é vista como uma tentativa de a OpenAI se antecipar a possíveis ações regulatórias, garantindo que o governo tenha um interesse direto no sucesso da empresa. Isso poderia facilitar a aprovação de políticas favoráveis ao desenvolvimento da IA, ao mesmo tempo que oferece ao governo uma participação nos lucros futuros.

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Contexto regulatório

O movimento ocorre em um momento em que governos ao redor do mundo, incluindo os EUA, discutem como regular a inteligência artificial. A OpenAI já havia defendido a criação de uma agência reguladora internacional para IA, similar à Agência Internacional de Energia Atômica.

Críticos apontam que a oferta pode ser uma forma de cooptação, mas defensores argumentam que é um passo pragmático para alinhar interesses privados e públicos. O governo dos EUA ainda não respondeu formalmente à proposta.

Impactos no mercado

A notícia gerou reações mistas no setor de tecnologia. Enquanto algumas empresas veem a medida como positiva para a estabilidade regulatória, outras temem que crie um precedente para interferência governamental. A OpenAI, avaliada em mais de US$ 80 bilhões, seria a primeira grande empresa de IA a oferecer participação direta ao governo.

Especialistas destacam que, se concretizada, a participação de 5% daria ao governo um assento simbólico no conselho ou direitos de veto em decisões estratégicas, dependendo da estrutura acordada.

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