O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participou de um jantar com senadores republicanos em Washington, nos Estados Unidos, em meio ao momento de tensão nas relações entre os governos brasileiro e americano por questões comerciais e diplomáticas.
Encontro com senadores republicanos
Em publicações feitas na madrugada desta terça-feira (23) na rede social X, Eduardo compartilhou imagens ao lado de parlamentares americanos e relatou conversas sobre a situação política do Brasil. O encontro foi organizado pelo empresário George Heisel e contou com a presença de lideranças do Partido Republicano.
Segundo Eduardo, um dos participantes foi o senador John Kennedy, representante do estado da Louisiana. O ex-deputado afirmou ter ficado surpreso com o nível de conhecimento do parlamentar sobre a política brasileira.
Críticas a Moraes e Lula
De acordo com o relato, Kennedy mencionou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao comentar o que Eduardo classificou como um ambiente de “censura e perseguição” no Brasil. O nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também teria sido citado durante a conversa. “O nome de Lula também não é esquecido e as menções não são nada positivas”, escreveu Eduardo.
Encontro com Tom Cotton
Eduardo também registrou um encontro com o senador Tom Cotton, republicano do Arkansas e atual presidente da Comissão de Inteligência do Senado americano. Na publicação, destacou a trajetória militar do parlamentar e afirmou que o diálogo teve como foco temas ligados à defesa da liberdade e à cooperação política entre conservadores dos dois países.
Além dos senadores, participaram do jantar o empresário Marcel Murgado e o jornalista Paulo Figueiredo. Eduardo tem mantido uma agenda frequente nos Estados Unidos desde que deixou o mandato na Câmara dos Deputados.
Contexto de tensão diplomática
A movimentação ocorre em um contexto de negociações delicadas entre Brasília e Washington. Nos últimos meses, questões tarifárias e divergências políticas ampliaram o desgaste entre os dois governos, levando autoridades brasileiras e americanas a intensificarem contatos diplomáticos.



