A atividade do setor privado da zona do euro registrou contração em maio, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto da S&P Global caindo para 48,5, ante 48,8 em abril, atingindo o menor nível desde novembro de 2024. Apesar da queda, o resultado ficou acima da leitura preliminar de 47,5. O PMI do setor de serviços subiu marginalmente para 47,7, de 47,6, superando a estimativa inicial de 46,4. Valores abaixo de 50 indicam contração.
Perspectivas econômicas
Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence, afirmou que, com a atividade empresarial em queda pelo segundo mês consecutivo, parece cada vez mais provável que a economia entre em contração no segundo trimestre. Os dados do PMI sugerem um declínio trimestral de 0,2% no PIB, salvo qualquer mudança significativa em junho.
Demanda e exportações
O total de novos pedidos caiu pelo terceiro mês consecutivo, com o ritmo de declínio sendo o segundo mais acentuado desde novembro de 2024. A demanda externa mostrou-se um obstáculo maior, com os pedidos de exportação caindo no ritmo mais rápido até agora neste ano.
Desempenho por país
A deterioração concentrou-se nas duas maiores economias do bloco. Alemanha e França registraram contrações na atividade do setor privado, enquanto Itália e Espanha tiveram expansões marginais.
Pressões de custo e inflação
Os custos de insumos aumentaram no ritmo mais acentuado em três anos e meio, enquanto os preços cobrados dos clientes atingiram o maior patamar em 38 meses, marcando o terceiro mês consecutivo de aceleração da inflação dos preços de produção. Isso ocorre após a inflação de maio saltar para 3,2% na base anual, bem acima da meta de 2% do Banco Central Europeu, com expectativa de nova alta devido à guerra no Oriente Médio que eleva os preços dos combustíveis.



