O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou o fim do cessar-fogo com o Irã, reacendendo temores de uma nova guerra no Oriente Médio. A decisão ocorre após novos bombardeios e a quebra do acordo que havia sido firmado anteriormente. O mercado reagiu imediatamente: o petróleo Brent disparou 5%, enquanto a Petrobras acompanhou a alta e o Ibovespa registrou queda.
Petróleo Brent dispara e Petrobras sobe
O barril do petróleo Brent, referência internacional, saltou 5% com a notícia, refletindo o risco de interrupção no fornecimento da região. A Petrobras, estatal brasileira de petróleo, viu suas ações subirem, beneficiando-se da alta da commodity. No mesmo dia, a RECV3 foi a maior alta da sessão, impulsionada pelo setor de energia.
Trump ameaça novos ataques
Trump afirmou que os EUA “provavelmente” voltarão a atacar o Irã nesta quarta-feira, segundo declaração à imprensa. A fala ocorre após o rompimento do memorando que estabelecia o cessar-fogo. O Irã, por sua vez, acusou os EUA de violarem o acordo ao impor sanções sobre o petróleo iraniano.
Mercados de NY em queda
As bolsas de Nova York operam em queda após a declaração de Trump. O índice S&P 500 e o Nasdaq recuaram, enquanto investidores buscam ativos de segurança, como o ouro. O dólar também se fortaleceu frente a moedas emergentes.
Impacto no Brasil
No Brasil, o Ibovespa caiu, pressionado pela aversão ao risco global. Ações de empresas ligadas ao petróleo, como a Petrobras, subiram, mas o movimento não foi suficiente para sustentar o índice. A Tenda (TEND3) e a Cury (CURY3) caíram forte após dados abaixo das expectativas do setor imobiliário. A Natura (NATU3) previu queda de até 10% na receita do 2º trimestre, pressionada pelo mercado brasileiro.
Minério de ferro e demanda chinesa
O minério de ferro subiu com a melhora na demanda de armazéns e nas vendas imobiliárias na China, o que ajudou a amenizar perdas em alguns setores. No entanto, a tensão geopolítica continua sendo o principal fator de risco.
Reação de especialistas
Analistas alertam que a escalada do conflito pode levar a uma alta sustentada do petróleo, impactando a inflação global e as decisões de política monetária. “O mercado está precificando um risco maior de interrupção no fornecimento de petróleo do Oriente Médio”, disse um estrategista de um banco internacional, sob condição de anonimato.



