No primeiro semestre de 2026, os saques na caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 39,3 bilhões, de acordo com dados do Banco Central. O saldo da aplicação encerrou junho em R$ 1,020 trilhão, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior.
Meses com maiores retiradas
Janeiro e março foram os meses com as maiores retiradas líquidas, totalizando R$ 23,5 bilhões e R$ 11,1 bilhões, respectivamente. Em janeiro, a saída recorde foi impulsionada por despesas típicas de início de ano, como impostos e matrículas. Já em março, as retiradas refletem a demanda por recursos para consumo e investimentos alternativos.
Junho registra menor volume em 14 anos
Em junho, as retiradas líquidas foram de apenas R$ 237,5 milhões, o menor volume para o mês desde 2012. Esse valor representa uma queda expressiva em comparação com os meses anteriores, indicando uma possível estabilização nas saídas. Segundo o Banco Central, o resultado de junho foi influenciado por um menor número de dias úteis e pela sazonalidade.
Maio foi o único mês com saldo positivo
Maio destoou da tendência negativa ao registrar entrada líquida de R$ 2,6 bilhões. Esse foi o único mês do semestre em que os depósitos superaram os saques. O resultado positivo pode estar associado ao recebimento de rendimentos de aplicações financeiras e ao pagamento de abonos salariais.
Contexto econômico e perspectivas
O desempenho da poupança no primeiro semestre reflete a busca dos investidores por alternativas mais rentáveis, como títulos públicos e fundos de renda fixa, que têm oferecido retornos superiores à poupança. Apesar disso, a caderneta ainda mantém um saldo elevado, próximo a R$ 1 trilhão, demonstrando sua relevância como reserva de emergência para a população brasileira.



