O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou admiração pelo sistema de aposentadoria australiano, no qual os empregadores contribuem com 12% do salário dos funcionários para fundos privados. Em entrevista na Casa Branca, Trump afirmou que deseja adaptar esse modelo nos EUA para enfrentar a crise previdenciária do país.
Como funciona o sistema australiano
No modelo australiano, as contribuições são obrigatórias e depositadas em contas individuais gerenciadas por fundos de pensão privados. Os trabalhadores podem escolher onde investir seus recursos, e os fundos são portáteis, acompanhando o empregado ao longo da carreira. Atualmente, a alíquota é de 12% do salário, com previsão de aumento gradual para 15% nos próximos anos.
Trump elogia a cobertura e a transferência ao setor privado
Segundo Trump, o sistema australiano amplia a cobertura previdenciária e transfere a responsabilidade para o setor privado, reduzindo a pressão sobre o orçamento público. "É um modelo que funciona muito bem na Austrália. As pessoas têm suas próprias contas e podem ver o dinheiro crescer", declarou o presidente.
Especialistas alertam para desafios nos EUA
No entanto, especialistas em previdência alertam que adaptar o modelo australiano à realidade americana não seria simples. "Os EUA têm um sistema complexo, com seguridade social, fundos de pensão públicos e privados. Uma mudança radical exigiria amplo debate e ajustes tributários", explicou o economista Mark Zandi, da Moody's Analytics. Além disso, a ausência de um sistema universal de saúde nos EUA poderia gerar distorções.
Impacto potencial e próximos passos
Trump não detalhou como seria a transição, mas sinalizou que pretende discutir o tema com líderes do Congresso. A proposta pode enfrentar resistência tanto de democratas quanto de republicanos, especialmente devido ao custo inicial para os empregadores. Atualmente, a contribuição patronal para a seguridade social nos EUA é de 6,2% do salário, metade da alíquota australiana.



