O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs novas tarifas sobre produtos brasileiros, com aumentos de 25% e 12,5%, baseados em alegações de práticas comerciais desleais e trabalho forçado. As medidas, que afetam 60 países, ainda passarão por consulta pública antes de entrarem em vigor, o que deve ocorrer apenas no próximo mês.
Quais produtos serão taxados?
Entre os itens brasileiros na mira estão o algodão — do qual o Brasil é o maior exportador mundial —, o aço, o alumínio e produtos agrícolas como soja e carne bovina. A tarifa de 25% incide sobre produtos considerados parte de práticas desleais de comércio, enquanto a de 12,5% está relacionada a alegações de uso de trabalho forçado na cadeia produtiva.
Reação do governo brasileiro
O governo brasileiro classificou as tarifas como “absurdas” e prometeu retaliar com medidas proporcionais. O Itamaraty estuda acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e impor sobretaxas a produtos norte-americanos, como milho, trigo e tecnologia.
Investigações em andamento
As tarifas são resultado de investigações do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que também critica o sistema de pagamentos instantâneos Pix, acusando o Brasil de criar barreiras para empresas americanas. A consulta pública permitirá que setores afetados apresentem argumentos antes da implementação final.
Impacto econômico
Especialistas estimam que as tarifas podem reduzir as exportações brasileiras para os EUA em até US$ 5 bilhões por ano, afetando principalmente o agronegócio e a indústria siderúrgica. O governo brasileiro busca negociar com a equipe de Trump para evitar a escalada da guerra comercial.
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