Tarifaço de Trump pode afetar 35,2% das exportações brasileiras para EUA
Tarifaço de Trump atinge 35,2% das exportações do Brasil

A possível retomada das sobretaxas comerciais propostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump pode atingir 35,2% das exportações do Brasil para o mercado americano, de acordo com estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento considera a balança comercial de 2024 e as sobretaxas sugeridas por investigações comerciais do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Impacto das sobretaxas

Segundo a CNI, a investigação do USTR sugere a aplicação de uma tarifa de 25% sobre uma ampla gama de produtos importados pelos EUA, com algumas exceções. Em 2024, 31,6% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estariam sujeitas a essas sobretaxas comerciais. Além disso, 3,6% dos embarques seriam afetados por investigações relacionadas a trabalho forçado, elevando o total para 35,2%.

Produtos mais atingidos

Os setores mais impactados seriam os de ferro gusa e açúcar, que juntos representam uma parcela significativa das exportações brasileiras para os EUA. Outros produtos como aço, alumínio e carne também poderão sofrer com as tarifas, caso a medida seja implementada.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

A CNI alerta que a retomada do tarifaço de Trump pode gerar perdas substanciais para a economia brasileira, afetando a competitividade dos produtos nacionais no mercado americano. A entidade defende a negociação de acordos comerciais que evitem a aplicação de barreiras unilaterais.

Contexto das investigações

As investigações comerciais do USTR foram iniciadas durante o governo Trump e visam combater práticas consideradas desleais no comércio internacional. O Brasil tem buscado diálogo com as autoridades americanas para evitar a imposição das sobretaxas, mas o cenário permanece incerto.

Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 31,5 bilhões, com destaque para produtos manufaturados e semimanufaturados. A possível tarifação pode reduzir esse fluxo comercial, impactando negativamente a balança comercial brasileira.

A CNI recomenda que o governo brasileiro intensifique as negociações bilaterais e busque alternativas para diversificar os mercados de exportação, reduzindo a dependência do mercado americano. Enquanto isso, os setores mais afetados já se preparam para um possível cenário de retaliação comercial.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar