Tarifa de 25% dos EUA ao Brasil é mais perigosa que tarifaço de 2025
Tarifa de 25% dos EUA ao Brasil é mais perigosa

O anúncio de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, prevista para entrar em vigor no próximo mês, é considerado por economistas mais danoso que o chamado tarifaço de 2025. A medida, que atinge principalmente o aço e o alumínio, pode gerar perdas bilionárias ao Brasil e desencadear uma guerra comercial de consequências imprevisíveis.

Impacto imediato na siderurgia e no agronegócio

O setor siderúrgico brasileiro, um dos mais afetados, já projeta uma queda de 15% nas exportações para os EUA. Empresas como Gerdal e Usiminas preveem demissões e redução de investimentos. O agronegócio também sofre, com a soja e o café na mira. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que a tarifa pode reduzir em R$ 5 bilhões a receita do setor.

Comparação com o tarifaço de 2025

Em 2025, os EUA impuseram tarifas de 10% a 20% sobre diversos produtos brasileiros, mas a medida atual é mais agressiva. "A tarifa de 25% é linear e atinge justamente os setores onde o Brasil é mais competitivo", explica o economista Carlos Alberto de Melo. "Além disso, o contexto internacional é pior, com a economia global mais fragilizada."

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações do governo brasileiro

O Ministério das Relações Exteriores já anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e estuda retaliações. Entre as medidas cogitadas estão tarifas sobre produtos americanos como aviões, medicamentos e tecnologia. No entanto, especialistas temem que uma escalada protecionista prejudique ambos os países.

Setores mais vulneráveis

  • Siderurgia: 25% sobre aço e alumínio.
  • Agronegócio: soja, café, suco de laranja.
  • Calçados e têxteis: alíquotas elevadas.

Cenário de incerteza

A medida americana ocorre em meio a tensões comerciais globais. A China também elevou tarifas sobre produtos dos EUA, e a União Europeia ameaça retaliações. O Brasil, que buscava um acordo comercial com os EUA, vê agora suas chances reduzidas. "É um tiro no pé dos americanos, que prejudicam seus próprios consumidores", afirma a analista de comércio exterior Maria Silva.

O que esperar para o futuro

Se a tarifa for mantida, o Brasil pode perder market share para outros fornecedores, como Canadá e México. A diversificação de parceiros comerciais, como a China e a União Europeia, torna-se urgente. Enquanto isso, empresários brasileiros se preparam para o pior, com estoques sendo formados e contratos renegociados.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar