Rússia proíbe exportação de diesel após ataques à Ucrânia; Brasil é afetado
Rússia proíbe exportação de diesel; Brasil é um dos afetados

A Rússia proibiu temporariamente as exportações de diesel a partir de 8 de julho de 2026, após uma série de ataques ucranianos a refinarias russas. A suspensão, que permanecerá em vigor até o dia 31 deste mês, acendeu o alerta no Brasil, um dos principais compradores do combustível russo. A medida elevou os preços globais do diesel aos níveis mais altos em anos.

Ataques ucranianos e impacto na produção russa

Os ataques com drones ucranianos atingiram pelo menos três refinarias importantes na Rússia, causando danos significativos e reduzindo a capacidade de processamento de petróleo. Como resultado, o governo russo decidiu restringir as exportações para garantir o abastecimento interno. Fontes do setor afirmam que a produção de diesel caiu cerca de 15% desde o início dos ataques.

Segundo o Ministério de Energia russo, a proibição é uma medida temporária para estabilizar o mercado doméstico. "Precisamos priorizar o consumo interno neste momento crítico", declarou um porta-voz do ministério, em nota oficial.

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Brasil na rota de impacto

O Brasil é um dos maiores importadores de diesel russo, respondendo por aproximadamente 20% de suas compras externas do combustível. Com a suspensão, o país pode enfrentar pressão nos preços internos, especialmente em um cenário de safra agrícola, que demanda alto consumo de diesel para transporte e maquinário.

Especialistas do setor energético alertam que a escassez global já se reflete nos preços. "O barril de diesel subiu 8% desde o anúncio, e o Brasil deve sentir esse impacto em até duas semanas", afirmou Carlos Alberto, analista do Centro de Estudos de Energia.

Crise no Irã agrava cenário

A restrição russa ocorre em meio a uma crise no Irã, que também enfrenta problemas de refino e exportação. A combinação dos dois fatores tem pressionado ainda mais o mercado internacional de derivados de petróleo. A Rússia, que antes era um dos maiores exportadores globais de diesel, agora se vê obrigada a importar derivados de países vizinhos e a implementar racionamento interno.

"A situação é grave. A Rússia nunca havia precisado importar diesel em volumes significativos desde a era soviética", destacou um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE).

Perspectivas para o fim da proibição

A proibição russa está programada para terminar em 31 de julho, mas analistas não descartam uma prorrogação, caso os ataques continuem ou a produção não se recupere. Enquanto isso, o Brasil busca alternativas, como aumentar as importações dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, mas a logística e os custos podem limitar essas opções.

O governo brasileiro monitora a situação e avalia medidas para mitigar o impacto nos preços dos combustíveis, que já acumulam alta de 12% no ano.

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