O economista Fabio Giambiagi, em sua coluna exclusiva para assinantes, aborda a necessidade de revisão da política de salário mínimo no Brasil, alertando para os riscos de uma crise econômica semelhante à vivida pela Argentina em 2024. Segundo Giambiagi, a vinculação do salário mínimo ao INSS e ao Benefício de Prestação Continuada (Loas) é ineficaz no combate à pobreza, beneficiando apenas uma pequena parcela dos mais necessitados.
O perigo do 'momento Milei'
Giambiagi destaca que, na Argentina, as aposentadorias sofreram uma perda real de 15% em 2024, um cenário que o Brasil pode evitar com ajustes preventivos. Ele argumenta que a indexação automática do salário mínimo às aposentadorias gera um custo fiscal crescente, comprometendo a sustentabilidade do sistema.
Proposta de proteção aos aposentados
O economista sugere que os aposentados sejam protegidos contra a inflação por meio de ajustes automáticos pelo INPC, sem a necessidade de vinculação ao salário mínimo. Essa medida garantiria o poder de compra dos idosos sem pressionar as contas públicas.
Segundo Giambiagi, a discussão sobre o salário mínimo deve considerar o dever moral de cada geração com a anterior, mas sem criar distorções que comprometam o futuro do país. A proposta visa evitar medidas drásticas como as adotadas na Argentina, que resultaram em perdas significativas para os aposentados.



