O ex-presidente cubano, Raúl Castro, aprovou um pacote de reformas econômicas apresentado pelo atual presidente Miguel Díaz-Canel, em meio à grave crise que assola o país. As medidas foram debatidas com representantes do Partido Comunista Cubano e visam atrair investimentos privados, especialmente de cubanos que vivem no exterior, além de reduzir o tamanho do Estado na economia.
Contexto da crise
Cuba enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história recente, agravada pelo embargo norte-americano e pela pandemia de Covid-19. A escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis tem gerado protestos e um êxodo de cubanos em busca de melhores condições de vida.
Detalhes das reformas
As reformas propostas por Díaz-Canel incluem a abertura de setores estratégicos ao capital privado, a flexibilização de regras para pequenos negócios e a permissão para que cubanos no exterior invistam no país. O pacote também prevê a redução de subsídios estatais e a eliminação de controles de preços em alguns setores.
Raúl Castro, que governou Cuba de 2008 a 2018 e continua influente como primeiro-secretário do Partido Comunista Cubano, deu seu apoio às medidas, sinalizando uma possível transição para um modelo econômico mais aberto, embora mantendo o controle político do partido.
Próximos passos
Espera-se que a Assembleia Nacional aprove as reformas nas próximas semanas. Analistas apontam que, sem mudanças estruturais profundas, Cuba continuará enfrentando desafios para superar a crise.



